A UPA Cidade Satélite, uma das quatro Unidades de Pronto Atendimento do município de Natal, está sendo palco de situações caóticas desde o último domingo (14), devido a superlotação da unidade por pacientes Covid. Situações como: Reanimar um paciente após uma parada cardiorrespiratória no chão por falta de leitos na unidade, até mesmo a longa espera de uma idosa de 82 anos com suspeita de Covid-19 que ficou mais de 10h dentro de um Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (SAMU), escancarou nesta terça-feira (16), o colapso na saúde pública da Capital Potiguar.
De acordo com o último Boletim de taxa de ocupação das UPAs da Secretaria de Saúde de Natal (SMS), divulgado no domingo (14), a UPA de Cidade Satélite atende atualmente com 240% da sua capacidade. Somente na unidade, 11 pacientes esperam por leito de UTI. Ainda de acordo com o Boletim, 37 pessoas entre casos suspeitos e confirmados estão internados na UPA Satélite, distribuídas entre enfermaria, UTI e Semi Intensiva. As demais UPAs do Potengi, Esperança e Pajuçara também operam com superlotação e estão atendendo com mais de 100% da capacidade.
O Rio Grande do Norte registrou ontem (15), mais de mil pessoas internadas com Covid-19 desde o início da pandemia no estado. A pressão por leitos e insumos já dificulta o abastecimento de oxigênio em pelo menos 60 municípios potiguares, segundo o conselho de secretários municipais de saúde. Mesmo com o estado vivenciando a pior fase da pandemia desde então, com falta de leitos críticos e insumos, ainda não foi proposto por nenhum gestor um lockdown no RN ou na capital Natal, pelo contrário, o prefeito Álvaro Dias (PSDB), insiste pela manutenção do funcionamento do comércio não essencial enquanto a Governadora Fátima Bezerra (PT) segue aplicando um toque de recolher noturno das 20h às 6h, que não surte efeitos diretos na circulação das pessoas e sobretudo do vírus. Quantas pessoas vão precisar morrer para que os governantes entendam que sem trabalhador não existe economia?