O Sindsaúde/RN recebeu uma denúncia grave envolvendo as condições do vestiário destinado aos trabalhadores e trabalhadoras terceirizados da saúde da Maternidade Dr. Araken Irerê Pinto. De acordo com as informações repassadas, há mais de um ano o banheiro masculino foi desativado sob a justificativa de que o espaço seria utilizado para sala de arquivo. No entanto, atualmente o local está sendo usado como depósito de material reciclável.
Com a desativação, restou apenas um único banheiro/vestiário para atender tanto homens quanto mulheres. Segundo relatos, a falta de privacidade é constante, gerando constrangimento e desconforto, especialmente para as mulheres.
“O banheiro é muito pequeno que quando você senta no vaso, o joelho bate na porta. Algumas fazem xixi de porta aberta”, desabafou. Em um dos episódios mais recentes, uma servidora quase foi surpreendida despida por outro funcionário, evidenciando o risco e a exposição a que os trabalhadores estão submetidos.
Além da questão da privacidade, os relatos também apontam para o mau cheiro e as péssimas condições de higiene, tornando um ambiente bastante insalubre. Os profissionais destacam que a estrutura oferecida está muito aquém do mínimo necessário, comprometendo não apenas o bem-estar, mas também a dignidade dos trabalhadores e trabalhadoras da saúde.
Essa situação é o reflexo de como a gestão do prefeito Paulinho Freire trata os trabalhadores terceirizados, que além de enfrentar péssimas condições de trabalho, enfrentam também atraso de salários. Nesse sentido, o Sindsaúde/RN reforça a necessidade de providências urgentes para garantir condições adequadas de trabalho, incluindo espaços dignos para higiene e descanso, respeitando os direitos básicos dos trabalhadores terceirizados.