O Sindsaúde/RN participou da primeira reunião do ano promovida pelo Conselho Estadual de Saúde do RN nesta quarta-feira (03). A reunião virtual teve início às 8h30 com aprovação de atas e às 9h, com o ponto sobre saúde mental. E se estendeu até às 13h30, quando finalizou a pauta com o tema da insalubridade dos trabalhadores da saúde.
Além desses pontos, foi discutida a progressão da vacinação entre grupos prioritários e o segundo relatório da prestação de contas da Cofin. A reunião contou com a participação da Sesap, Ministério Público do Trabalho, entre outras entidades de classe.
Durante a reunião, foi realizada uma apresentação com o novo organograma feito pela Sesap e a exposição do quadro de funcionários da saúde do estado. O ponto mais esperado foi o adicional de insalubridade, retirado arbitrariamente de várias categorias de trabalhadores da saúde e dos aposentados.
Para Breno Abbott, a discussão da insalubridade é uma verdadeira novela. "A questão da insalubridade é uma decisão do governo. O Sindsaúde/RN já apresentou vários nomes de servidores que tiveram a insalubridade retirada e nada foi mudado. Queremos um debate com a presença do MPT que está sendo conivente com essa situação e o representante do IPERN que foge dos debates. É inadmissível que as pessoas ainda estejam trabalhando na Pandemia sem insalubridade", declarou.
Para a advogada do Sindsaúde/RN, Adonyara Azevedo, foi preciso uma Pandemia para o governo garantir a insalubridade aos servidores da saúde. No entanto há relatos de servidores que até hoje não receberam o adicional. Vale salientar que a insalubridade covid foi concedida no período de Pandemia, através da mediação do MPT e a intervenção do Sindsaúde/RN.
Ao final, foi encaminhado a solicitação de uma audiência com a governadora Fátima Bezerra (PT) e a rediscussão do tema da insalubridade para a próxima reunião com a presença do Ministério Público do Trabalho, Tribunal de Contas do Estado e o IPERN.