A direção do Sindsaúde RN junto aos servidores da saúde de Parnamirim reivindicaram na manhã desta terça-feira (01), uma reunião com os dois secretários adjuntos da saúde e o Procurador do município. Em questão, além das pautas de reivindicações da categoria, um dos principais pontos abordados foi a situação dos contratos temporários que venceram no dia 15 de novembro, e que mesmo assim continuaram a trabalhar por mais quinze dias sem perspectivas de pagamento.
Os servidores que atuavam na UPA de Nova Esperança e na Maternidade Divino Amor trabalharam até ontem (30), e receberam em seus contracheques apenas o valor referente a 15 dias de trabalho. Por esse motivo, procuraram a prefeitura exigindo uma reunião para estabelecer um diálogo e definir como ficaria o restante do pagamento dos contratos temporários, além da restituição dos salários atrasados desde o início do ano.
O diretor do Sindsaúde RN, Breno Abbott aproveitou a ocasião para questionar a retirada da gratificação Covid para todas as categorias, tendo em vista que Parnamirim foi o único município que suspendeu essa gratificação em todo o Estado, desconsiderando o aumento alarmante de casos a cada dia. O governo afirmou que não irá restabelecer mais a gratificação Covid, e o sindicato já está tomando as medidas cabíveis para garantir o direito dos trabalhadores. O Sindsaúde também cobrou a implantação do plano de Cargos Carreiras e Salários, além de reivindicar o pagamento do adicional de insalubridade que até hoje não é pago a todos os profissionais. O Procurador se comprometeu de entrar em contato com a Secretaria de Administração e, em seguida, com o setor jurídico do Sindsaúde RN para agendar uma reunião na próxima semana e discutir essa questão.
Após a reunião, ficou definido por parte da prefeitura que esses contratos serão pagos de forma indenizatória, mas não foram estabelecidas as datas para a quitação do débito. Sem nenhuma perspectiva de quando vão receber o restante dos salários, os servidores da saúde de Parnamirim convocaram uma Assembleia para amanhã, (02), às 9h da manhã na UPA de Nova Esperança, para junto a categoria definir se as atividades nesses locais serão suspensas, uma vez que a partir de hoje essas unidades estarão defasadas em mais de 70 profissionais para atender a atual demanda.