"Socorro, socorro" gritavam os acompanhantes pacientes e servidores do Hospital Walfredo Gurgel no fim da tarde deste sábado (28), quando um apenado - que estava internado no 4° andar da unidade - tentou fugir, agredindo o agente penal que o mantinha sob custódia, enquanto o mesmo o conduzia até o banheiro. Os dois entraram em luta corporal na frente de todos os internos do hospital, e o agente chegou a ter a sua arma arremessada pela janela. Ambos se feriram e foram atendidos pela equipe médica do local.
Mas infelizmente essa situação é uma tragédia anunciada, a falta de segurança é uma realidade que os trabalhadores e pacientes do maior hospital do Rio Grande do Norte convive todos os dias. Hoje não foi diferente, o pânico e o terror tomou conta do ambiente, não bastava a enfermidade e o risco de estar na unidade devido a Covid-19, as pessoas que frequentam o hospital também correm o risco de serem agredidas, feitas de refém e até mesmo mortas pelo descaso do Estado, que não cumpre o dever de destinar no mínimo dois agentes penais por escala, para acompanhar e manter a segurança de todos no hospital.
Os servidores e pacientes do Walfredo estão com o psicológico abalado, "não basta o risco que estamos expostos nesse ambiente insalubre, também temos que conviver com o horror de uma situação como essa no nosso próprio ambiente de trabalho", afirma uma servidora que não quis se indentificar.
De acordo com informações dos servidores que trabalham no hospital, o 4° andar tem uma enfermaria destinada aos presos da justiça que deveria ser resguardada por no mínimo 2 agentes penais por escala, mas isso quase nunca acontece. " Isso é um absurdo, nunca mandam dois agentes, convivemos com o medo de algo assim acontecer há muito tempo, se ele agrediu uma pessoa treinada, imagina o que poderia ter acontecido a qualquer um de nós", lamenta a técnica de enfermagem da unidade e diretora do Sindsaúde, Socorro Silva.
O Sindsaúde RN repudia veementemente o descaso do Governo Fátima Bezerra (PT) nesse caso, e cobra o cumprimento do dever de disponibilizar no mínimo 2 agentes penais por escala para manter a custódia dos apenados que estão em tratamento no hospital. A insegurança dos profissionais da saúde no estado vai além de contrair qualquer doença, infecção ou vírus, todos também correm risco a sua integridade física pela falta de segurança que acomete todas as unidades de saúde do RN.
GOVERNADORA, QUEREMOS SEGURANÇA PARA TRABALHAR!