Fernanda Soares
Fernanda Soares

03/06/2026, 14h


Os servidores e servidoras da saúde do estado participaram, na manhã desta quarta-feira (03), de uma assembleia que debateu o avanço da terceirização nos hospitais públicos e seus impactos no Sistema Único de Saúde (SUS) e a pauta da Campanha Salarial da categoria. Como encaminhamento da Assembleia, foi aprovada uma paralisação de 24 horas para o dia 17 de junho. Na data, haverá nova assembleia e a realização do “Arraiá do Desgoverno”, em frente à Sesap, como forma de mobilização e denúncia do governo, que segue negligenciando as reivindicações da categoria. 

O debate inicial sobre a privatização da saúde contou com a participação do membro do Conselho Nacional de Saúde, Francisco Júnior, que abordou os efeitos da privatização na rede pública. Segundo ele, além de gerar custos maiores do que o investimento direto no SUS, a terceirização fragiliza a organização dos serviços, enfraquece os sindicatos e a luta dos trabalhadores, ao mesmo tempo em que beneficia grupos políticos. Também destacou a necessidade de critérios técnicos para a gestão dos serviços, em vez de indicações políticas ou familiares.

Durante a assembleia, os trabalhadores relataram a precarização das condições de trabalho, a sobrecarga nas unidades de saúde e o avanço da terceirização por meio de empresas como Justiz e JMT, prática que, segundo os servidores, vem sendo mantida consecutivamente pelos governos.

Após o debate, o Sindsaúde/RN reapresentou a pauta da campanha salarial, já protocolada junto à Secretaria de Administração e à Sesap. No entanto, não houve avanços, uma vez que a reunião da Mesa SUS, prevista para a última segunda-feira (01), foi adiada. Após cobrança do sindicato, o encontro foi remarcado para o dia 08 de junho, na qual será pautado os pontos aprovados para iniciar as negociações.

Ainda durante a discussão, os servidores denunciaram a falta de insumos e medicamentos nas unidades de saúde, além das dificuldades enfrentadas no cotidiano de trabalho. A categoria também aprovou a inclusão de novos pontos na pauta, como a realização de um estudo pelo ILAESE sobre o reajuste salarial.