O Sindsaúde/RN participou, na manhã desta terça-feira (02), de um ato unificado em defesa da abertura imediata do Hospital Municipal de Natal. O protesto contou também com a participação do Sinmed, Sindern, Soern, Sinfarn, Apas e do Movimento de Luta por Moradia Popular (MPLP).
Além das entidades, trabalhadores da saúde e usuários do Sistema Único de Saúde (SUS) estiveram presentes, denunciando o atraso na entrega da unidade e cobrando providências dos gestores responsáveis.
A unidade, localizada na Avenida Prefeito Omar O’Grady, no conjunto Cidade Satélite, foi oficialmente inaugurada no final de dezembro de 2024, mas permanece fechada ao público. O hospital segue sem funcionamento devido à existência de obras inacabadas e pendências estruturais que impedem o início dos atendimentos.
No entanto, após uma visita técnica realizada em novembro de 2025, quase um ano após a inauguração, o Ministério Público do Rio Grande do Norte (MPRN) identificou fissuras em áreas do hospital, infiltrações e a ausência de frentes de trabalho ativas na obra. As irregularidades foram registradas em relatório entregue em dezembro do mesmo ano, ao qual o Portal G1 teve acesso.
Durante o protesto, as entidades também denunciaram o avanço da terceirização, as péssimas condições de trabalho e defenderam a realização de um novo concurso público. “A terceirização utiliza a máquina pública como instrumento político. Estamos lutando para que o hospital não se torne um elefante branco ou uma unidade que não oferece atendimento à população. É na interface entre o público e o privado que se concentram os maiores índices de corrupção. Por isso, não podemos aceitar esse absurdo”, enfatizou Tatiara Régis, diretora do Sindsaúde/RN.
Ao final do ato, os servidores realizaram um grande abraço coletivo em torno do hospital, simbolizando a união na luta pela sua abertura e por uma saúde pública de qualidade. A luta continua!