Fernanda Soares
Fernanda Soares

04/12/2020, 16h


A Prefeitura de Natal, comandada por Álvaro Dias (PSDB) que foi reeleito para continuar à frente da administração da capital por mais quatro anos, não se importa com as trabalhadoras e trabalhadores da saúde. Muito pelo contrário, o prefeito e a Secretaria Municipal de Saúde seguem a política de descaso com os servidores e servidoras que estão na linha de frente no combate à pandemia do novo coronavírus. 
 
Diferente da propaganda de mentira que contou Álvaro Dias (PSDB) durante a campanha eleitoral, a realidade da saúde da capital potiguar é bem diferente. Uma de suas propagandas destacou que ele também era médico e sentia na pele o que os profissionais estavam enfrentando. Uma total falta de respeito. 
 
O prefeito segue a linha do presidente Bolsonaro, desrespeita os servidores e se nega a receber os sindicatos. Álvaro Dias foi reeleito sem aplicar a lei da data-base, sem implementar direitos como os quinquênios, mudanças de nível, adicionais, férias e gratificações. Já são seis anos sem dar reajuste salarial à categoria que vêm sofrendo com as péssimas condições de trabalho e a sobrecarga, tendo em vista que há um déficit gigantesco no quadro de servidores e a prefeitura não convoca o cadastro de reserva. 
 
Durante a pandemia de Covid-19, Álvaro Dias seguiu à risca a política genocida de Bolsonaro. Não decretou lockdown, como recomendou o Sindsaúde RN, e ainda reabriu o comércio mesmo sem os casos da doença estarem estabilizados. Para piorar, a Câmara Municipal aprovou a reforma da Previdência do município, no meio da crise sanitária. 
 
Em meio a todo esse caos, a prefeitura e a Câmara Municipal de Natal aprovaram uma reforma da previdência que reduz ainda mais os salários. O projeto aprovado altera a  contribuição previdenciária dos servidores que terão a alíquota única de 14%. Isso significa que a alíquota será descontada de forma injusta e desigual, independente da faixa salarial.  
 
Além disso, Álvaro Dias reproduz o discurso irresponsável de Bolsonaro, ao afirmar que receitar ivermectina é uma política de prevenção eficiente para diminuir os efeitos da covid-19 na população. Porém, nenhum país no mundo reconhece a ivermectina como medicação preventiva ao novo coronavírus. A gestão do município de Natal prefere gastar dinheiro na aquisição de medicação sem comprovação científica, enquanto aparelhos básicos necessários para o diagnóstico de pacientes estão quebrados.
 
Sem dúvida, esse ano não tem sido fácil para os trabalhadores e trabalhadoras, em especial as trabalhadoras e trabalhadores da saúde. É um ano de luto pelas milhares de mortes causadas pela covid-19, mas também um ano de luta, muita luta. Para nós do Sindsaúde/RN, o espírito de luta deve seguir nos guiando. É só através da mobilização que arrancamos e conquistamos nossos direitos. Não vamos sossegar enquanto esses direitos forem negados.