Fernanda Soares
Fernanda Soares

20/10/2020, 12h


A Ortopedia do Hospital Municipal de Natal está com falta de materiais para imobilizações específicas há cerca de um mês. Os pacientes que precisam realizar o procedimento ortopédico precisam tirar do próprio bolso para comprar os materiais. E quem não tem dinheiro volta para casa com a fratura.

Além disso, faltam medicamentos como Voltaren e Tilatil, e  materiais básicos de higiene. O álcool 70% está sendo racionado entre todo o setor, com apenas 5L à disposição de todas das servidoras e servidores, assim como papel toalha. As medicações intramusculares estão sendo realizadas com agulhas de tamanhos inadequados.

Diferente da propaganda do prefeito Álvaro Dias (PSDB), essa é a realidade da saúde da capital potiguar. O gestor municipal parece destacar que também é médico nas suas declarações apenas por conveniência, pois não prioriza a saúde. As unidades estão sucateadas e funcionam com déficit de profissionais. Além disso, não convoca o cadastro de reserva e não garante o pagamento dos adicionais.

Durante a pandemia de Covid-19, Álvaro Dias seguiu à risca a política genocida de Bolsonaro. Não decretou lockdown, como remendou o Sindsaúde, e ainda reabriu o comércio mesmo sem os casos da doença estarem estabilizados. Para piorar, a Câmara Municipal aprovou a reforma da Previdência do município, durante a crise sanitária.

O Sindsaúde RN exige que a Prefeitura garanta todos os matérias necessários para a realização de imobilizações no Hospital Municipal. É absurdo as trabalhadoras e trabalhadores tirarem do próprio bolso para comparar matérias para os procedimentos. A população de Natal merece respeito.