Natal está entre uma das 15 capitais brasileiras em “situação extremamente crítica” na ocupação de unidades de terapia intensiva (UTIs) para covid-19 no Sistema Único de Saúde (SUS). E o Rio Grande do Norte entre um dos 13 estados com mais de 90% das vagas preenchidas por pacientes graves da doença. Os dados alarmantes foram divulgados na noite desta terça-feira (09), em um Boletim Extraordinário da Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz), que acompanha a evolução da pandemia no Brasil.
No mesmo dia em que foi divulgado o Boletim da Fiocruz, o prefeito da capital potiguar, Álvaro Dias (PSDB), anunciou em entrevista concedida ao Bom Dia RN, que está tomando “as medidas coerentes, corretas e eficazes no combate à pandemia”, e insiste em seguir o plano genocida do presidente Bolsonaro (sem partido) ao indicar tratamentos precoces para a Covid-19, como por exemplo, a distribuição de ivermectina, medicamento sem comprovação científica de eficácia na prevenção da doença.
Os pesquisadores da Fiocruz avaliam que o quadro atual aponta para a sobrecarga e o colapso de sistemas de saúde e reforçam que é necessário ampliar e fortalecer as medidas de prevenção à transmissão da doença, com distanciamento físico e social, uso de máscaras e higienização de mãos.
Para o Sindsaúde/RN, o colapso preeminente que acontece no sistema de saúde do RN e da capital potiguar, é um reflexo das escolhas e medidas tímidas tomadas pelos gestores, tanto pela governadora Fátima Bezerra (PT), quanto o prefeito de Natal, Álvaro Dias, com o objetivo de poupar os grandes empresários.
“Não estamos no momento de fazer toque de recolher noturno ou criar leitos de UTI, temos que parar a circulação do vírus e sua transmissão, e isso só será possível na medida em que se tenha uma política onde as pessoas possam ficar em suas casas, evitando aglomerações, sejam elas diurnas ou noturnas, mas é necessário garantir a sobrevivência desses trabalhadores com um auxílio emergencial digno para enfrentar essa situação, e não aceitar a miséria que o governo Bolsonaro propõe”, afirma Flávio Gomes, diretor do sindicato.