Francisca Pires
Francisca Pires

16/03/2026, 10h


Nesta segunda-feira (16) iniciou-se mais um capítulo no drama que é a terceirização dos serviços de saúde no Rio Grande do Norte. Segundo as informações veiculadas  internamente, os (as) terceirizados vinculados a contratos da SESAP, iniciaram mais um movimento de greve por falta de pagamento e os serviços estão comprometidos pelo menos nos hospitais Walfredo Gurgel,Giselda Trigueiro, Deoclécio Marques e Alfredo Mesquita Filho, em Macaíba. 

No Hospital Monsenhor Walfredo Gurgel a greve é de funcionários da JMT e o almoço dos servidores (as) e acompanhantes está suspenso neste início de semana. “Serviremos apenas para pacientes e acompanhantes da pediatria. Daremos novos posicionamentos ao longo do dia”, destaca o informe. Ainda no Walfredo, denúncias destacam que, há pelo menos quatro dias, falta água para limpeza do hospital, álcool, lençois e  luvas de procedimento. No Hospital Regional Alfredo Mesquita Filho, por sua vez, a alimentação será servida apenas aos pacientes internados enquanto durar a paralisação dos funcionários da JMT. A situação é exatamente a mesma no Hospital Regional Deoclécio Marques. 

Já no Hospital Giselda Trigueiro entraram em greve os higienistas da empresa JUSTIZ e os cozinheiros da empresa JMT. Diante desse cenário, segundo as informações, será necessário adotar um esquema diário de priorização da higienização, direcionando as equipes disponíveis para as áreas assistenciais e de maior criticidade do hospital. O fornecimento de alimentação para os profissionais, em razão da ausência de equipe suficiente para o preparo das refeições, também está suspenso, sendo mantidas apenas as refeições de pacientes e acompanhantes.

A esta altura, qualquer reivindicação que seja escrita pelo Sindsaúde/RN soa repetitiva. Serviços de alimentação e limpeza sendo paralisados e prejudicando pacientes e acompanhantes é uma situação denunciada pelo sindicato quase que mensalmente. Por isso, ainda que seja redundante, reafirmamos nossa solidariedade aos trabalhadores (as) terceirizados que seguem lutando bravamente pelo seu direito mais básico que é o salário. Em contrapartida, também defendemos ser inadmissível que a população seja obrigada a pagar essa conta e sofrer diretamente com os impactos da terceirização. Queremos a responsabilização dos culpados reais: as empresas e o governo do estado. Não dá mais para seguir com essa política criminosa.