Fernanda Soares
Fernanda Soares

20/12/2021, 11h


Em uma tentativa desesperada e desrespeitando a vontade soberana dos filiados, um representante do Grupo de Oposição ao Sindicato da Saúde (G.O.S.S.) entrou com uma liminar para pedir o anulamento da assembleia eleitoral do Sindsaúde/RN, realizada no dia 02 de novembro. Ao contrário do que a oposição alega, a assembleia ocorreu de maneira democrática e legítima, decidindo em ampla maioria prorrogar o atual mandato por apenas 60 dias e eleger membros da comissão eleitoral. Os trabalhadores da saúde presentes na assembleia também aprovaram o calendário eleitoral, definindo os dias 29 e 30 de março de 2022, como os dias que irão ocorrer as eleições da nova diretoria do Sindsaúde/RN. 
 
Ao julgar a liminar, a 1ª Vara do Trabalho de Natal reconheceu que o Sindsaúde/RN agiu corretamente na assembleia do dia 02/12/2021. Destacou a juíza Simone Medeiros Jalil que “a prorrogação foi aprovada pela maioria dos presentes em sessão, e as razões elencadas não se restringiram à pandemia do covid-19, mas também “pela dispersão da base, início e fim do ano, celebrações com família e por motivo de férias, movimento grevista iniciado em outubro de 2021, etc”. Nesse sentido, é reconhecida a legitimidade da vontade da assembleia-geral do sindicato, cuja decisão é soberana, inclusive no tocante ao mandato dos seus representantes”, finalizou.
 
Para nós do Sindsaúde/RN, causa muita estranheza a postura do grupo de oposição, haja vista que todo o andamento da referida assembleia e do processo eleitoral vem sendo acompanhado pelo próprio G.O.S.S., que, inclusive, elegeu dois membros que vem atuando normalmente na comissão eleitoral.
 
A prorrogação do mandato, legitimamente aprovada em assembleia, visa  dar condições para que a eleição seja realizada de forma organizada e amplamente democrática. Como uma gestão combativa e pautada na democracia operária, o nosso princípio básico sempre foi atuar de acordo com a vontade da base. Por isso, não vamos admitir que atitudes isoladas, daqueles que não aceitam a vontade soberana dos filiados, causem tumulto no processo eleitoral. “O Sindicato somos nós, nossa força e nossa voz!”