Fernanda Soares
Fernanda Soares

27/01/2021, 10h


Três semanas após o presidente Jair Bolsonaro (Sem Partido) declarar que “O Brasil está quebrado, não consigo fazer nada” Governo Federal é acusado de gastar mais de R$ 1,8 bilhão em compras. O valor pode ser considerado  ‘salgado’, ou melhor ‘doce’, uma vez que representa um aumento de 20% em relação a 2019. 
 
Os dados são de um levantamento do (M)Dados, núcleo de jornalismo de dados do Metrópoles, com base do Painel de Compras atualizado pelo Ministério da Economia e mostram que, no último ano, todos os órgãos do executivo pagaram, juntos, mais de R$ 1,8 bilhão em alimentos. Entre os itens do carrinho de compras federal estavam: arroz, feijão, carne, batata frita, salada, biscoitos, sorvete, massa de pastel, geleia de mocotó, picolé, pão de queijo, pizza, vinho, bombom, chantilly, sagu, chiclete e um estoque de leite condensado capaz de produzir cerca de dois milhões e quinhentos mil pudins. 
 
Enquanto o presidente- eleito sob a proposta de acabar de vez com a mamata- saboreia seu delicioso pão na chapa com leite condensado, dados do IBGE/2020 mostraram que a fome no Brasil voltou a subir nos últimos cinco anos, chegando  a atingir  mais de 10 milhões de brasileiros. Além disso,  entre os meses de setembro de 2019 e de 2020 em meio a pandemia do coronavírus, 11,5 milhões de brasileiros saíram da população ocupada no setor privado – número recorde, segundo levantamento realizado pela consultoria IDados, com base na Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios (Pnad) Trimestral. 
 
Desemprego em alta, fome dizimando famílias, falta de recursos básicos para saúde pública, ilegalidade no uso de recursos do Sistema Único de Saúde (SUS) para o fornecimento de cloroquina no tratamento de pacientes com Covid-19. Tudo isso enquanto o Governo Federal gasta R$ 2.203.681, 89  em goma de mascar, R$ 14 milhões em molho shoyo, molho inglês e molho de pimenta. Pizza e refrigerante também não puderam faltar no cardápio da corja de Bolsonaro. Somando tudo, tem-se o débito de R$ 32,7 milhões dos cofres da União e o desrespeito escancarado à toda população brasileira. 
 
Esse é apenas mais um dos escândalos envolvendo o presidente que podendo estar concentrando esforços para prover um plano de vacinação mais rápido e eficiente à população prefere manter o silêncio quando lhe é conveniente. O status de perseguido pela mídia e pela esquerda do país continua sendo seu escudo para desviar-se de todas as acusações, estas que não param de aparecer. 
 
O Sindsaúde/ RN repudia qualquer tipo de uso indevido dos recursos públicos e reitera que a população brasileira clama por respeito, por justiça e isso só será possível a partir da queda do presidente genocida, negligente e corrupto que hoje nos governa. #ForaBolsonaro! #ForaMourão!