Francisca Pires
Francisca Pires

15/01/2026, 16h


O Sindsaúde/RN denuncia a grave dificuldade que os novos concursados do Estado estão enfrentando para conseguir atendimento na Junta Médica Estadual, específica para os novos concursados, que funciona e é de responsabilidade da Secretaria de Estado da Administração (SEAD).

A situação tem gerado angústia e insegurança entre os candidatos e candidatas, que temem perder os prazos legais para a posse em seus cargos. Mesmo diante das convocações oficiais, o Estado não garantiu estrutura suficiente para atender à demanda, resultando em sobrecarga do serviço e demora na marcação das avaliações médicas obrigatórias.

Em diálogo com a SEAD, o secretário Carlos Cerveira reconheceu a falta de médicos do trabalho para compor a Junta Médica, admitindo que, “na prática, estamos sem médicos”. Segundo ele, o IPERN tem colaborado disponibilizando profissionais, e a SESAP ficou responsável por buscar reforço para ampliar a capacidade de atendimento. Ainda assim, a realidade vivida pelos concursados é de incerteza e conflitos, especialmente para quem deseja tomar posse dentro do prazo original.

O governo afirma que o prazo de validade dos exames psiquiátricos será prorrogado e que os candidatos convocados a partir de 24 de dezembro têm direito à prorrogação do prazo de posse, caso não consiga o agendamento. No entanto, o Sindsaúde/RN ressalta que essas medidas emergenciais não substituem a obrigação do Estado de se planejar adequadamente para receber novos servidores, sobretudo após concursos públicos amplamente divulgados.

Não é aceitável que a falta de organização do governo recaia sobre os trabalhadores e trabalhadoras que lutaram, estudaram e foram aprovados em concurso público. A responsabilidade é do Estado, que deveria ter estruturado previamente a Junta Médica para garantir um processo de posse ágil, transparente e sem prejuízos.

Na manhã desta quinta-feira (15), a direção do Sindsaúde/RN esteve presencialmente na Junta Médica para acompanhar a situação, dialogar com a gestão e cobrar soluções imediatas que assegurem o direito à posse dos novos concursados.