Thalia Varela
Thalia Varela

04/02/2026, 16h


Os profissionais que atuam no Hospital Giselda Trigueiro, em Natal, foram informados nesta quarta-feira (04) de que, a partir desta quinta-feira, dia 05 de fevereiro, o preparo de refeições destinadas aos trabalhadores da unidade estará suspenso. A interrupção ocorre em razão do racionamento de gás de cozinha, insumo essencial para o funcionamento da cozinha hospitalar, afetando diretamente a alimentação dos servidores que cumprem plantões no local.

De acordo com aviso encaminhado em grupos de mensagens aos trabalhadores pela Direção Administrativa e pela Divisão de Nutrição e Dietética, a responsabilidade pelo contrato é da Secretaria de Estado da Saúde Pública (SESAP). No comunicado, a gestão informa que “a unidade já está em diligências para resolução da situação”, mas não apresenta prazo concreto para a normalização do serviço, deixando os profissionais mais uma vez à mercê da improvisação e da insegurança alimentar durante o expediente.

Infelizmente, o episódio no Giselda Trigueiro é apenas mais um entre tantos que se repetem cotidianamente nos hospitais públicos do Rio Grande do Norte. Seja por greves de empresas terceirizadas, falta de gêneros alimentícios ou, agora, ausência de gás de cozinha, quem sempre paga a conta do descaso e do desleixo das gestões são os trabalhadores da saúde, que seguem exercendo suas funções sem saber se terão o que comer ou quando. O Governo do Estado, mais uma vez, demonstra não respeitar a dignidade dos seus servidores e tampouco buscar uma solução efetiva para um problema estrutural que se arrasta há décadas na saúde pública do RN. Governadora Fátima Bezerra, quem trabalha precisa comer! Respeito e dignidade pra saúde já!