Francisca Pires
Francisca Pires

21/01/2026, 10h


O Sindsaúde/RN manifesta o seu total respeito para com os profissionais da Enfermagem, pois a prisão de três técnicos de enfermagem, suspeitos de assassinar pacientes em um hospital particular de Taguatinga (DF), não representa o que prega a profissão. Trata-se, na verdade, de um crime bárbaro, premeditado e absolutamente incompatível com qualquer prática em saúde,devendo ser rigorosamente investigado e punido nos termos da lei.

Segundo as investigações da Polícia Civil, entre novembro e dezembro de 2025, três pacientes morreram após a aplicação intencional de substâncias que provocaram parada cardíaca, em leitos de UTI atendidos pelos mesmos profissionais. As apurações apontam uso indevido de medicamentos, falsificação de receitas e violação de protocolos básicos de segurança, fatos que evidenciam não apenas condutas criminosas individuais, mas também falhas graves de controle e fiscalização institucional.

Para o diretor do Sindsaúde/RN, João Assunção, “é revoltante e inaceitável que uma minoria sem ética e sem compromisso com a vida manche a imagem de uma categoria formada majoritariamente por profissionais sérios, competentes e dedicados a cuidar e salvar vidas”. Ele reforça que a enfermagem não pode ser criminalizada por crimes cometidos por indivíduos que agiram à margem da ética e da legalidade.

O sindicato alerta para um problema estrutural: formação irresponsável, precarização do trabalho e fiscalização frágil. No Rio Grande do Norte, foram registradas 7.845 falhas na assistência à saúde em 2025, segundo levantamento da ONA com base em dados da Anvisa. No Brasil, o número chegou a 480.283 eventos adversos, envolvendo serviços públicos e privados. O Sindsaúde/RN cobra, portanto, do COFEN e dos CORENs fiscalização rigorosa, punição exemplar dos responsáveis e responsabilização das instituições de ensino. Escolas e mais escolas seguem surgindo sem o devido controle, colocando no mercado profissionais mal formados e expondo a população a riscos.

Por fim, a entidade se solidariza com as famílias das vítimas e reafirma sua defesa incondicional da enfermagem ética, responsável e comprometida com a vida e seguirá denunciando qualquer prática que coloque em risco a população e desvalorize uma das maiores categorias da saúde.