O Sindsaúde/RN denuncia, nesta segunda-feira (6), a grave situação enfrentada pelos trabalhadores da Central de Material e Esterilização (CME) do Hospital Monsenhor Walfredo Gurgel, em Natal. Profissionais do setor relataram que estão sendo obrigados a trabalhar em condições totalmente inadequadas, com temperaturas muito acima do recomendado e com uma equipe cada vez mais reduzida.
Segundo os trabalhadores, os aparelhos de ar-condicionado da sala de preparo e da distribuição estão quebrados há dias, sem que a direção da unidade tenha tomado providências para resolver o problema. Um termômetro no setor chegou a registrar mais de 32°C, quando a temperatura adequada para o ambiente e armazenamento de materiais esterilizados deveria ficar entre 18°C e 25°C, conforme as normas sanitárias.
A situação compromete não apenas as condições de trabalho dos profissionais, mas também levanta preocupações sobre a segurança dos materiais utilizados em procedimentos cirúrgicos, especialmente nas cirurgias ortopédicas, que dependem diretamente da qualidade e da correta esterilização das caixas cirúrgicas preparadas pela CME.
Além do calor excessivo, trabalhadores relatam que o barulho constante dos equipamentos defeituosos chega a dificultar a comunicação dentro do setor. O problema se soma a outro fator crítico: a redução da equipe. Com a saída de trabalhadores contratados e a aposentadoria de outros profissionais, o setor perdeu cerca de 10 servidores, mas recebeu apenas três concursados para reposição. Atualmente, há plantões noturnos funcionando com apenas seis trabalhadores, número considerado insuficiente para a demanda do hospital.
Para o Sindsaúde/RN, a situação é inaceitável e evidencia o descaso da gestão Fátima Bezerra (PT) com as condições de trabalho e com a qualidade da assistência prestada à população. O sindicato cobra, portanto, providências imediatas da direção do hospital e da Sesap para o conserto dos equipamentos de climatização, a recomposição urgente da equipe da CME e a garantia de condições adequadas para o trabalho dos profissionais e para a segurança dos pacientes.
Diante da gravidade da situação, o sindicato se organiza para encaminhar denúncia aos órgãos de controle, como o Ministério Público, para que sejam apuradas as responsabilidades e adotadas medidas urgentes.