Francisca Pires
Francisca Pires

23/01/2026, 08h


A situação sanitária no Hospital Giselda Trigueiro, em Natal, é alarmante e representa risco à saúde pública. Trabalhadores denunciam a presença constante de ratos e pombos em áreas sensíveis da unidade, incluindo locais próximos à UTI.

Os ratos são vistos na área do estacionamento, próximo ao Serviço de Verificação de Óbitos (SVO). Já os pombos ocupam o corredor do segundo piso, nas imediações da UTI, entrando por janelas quebradas e espalhando sujeira pelo local, numa cena incompatível com um hospital de alta complexidade.

Segundo os relatos, o cenário de descaso é agravado pela presença de um equipamento de esterilização antigo, abandonado há mais de um ano no corredor, que acabou se transformando em abrigo para as aves. Soma-se a isso a greve dos trabalhadores da limpeza, o que amplia ainda mais os riscos sanitários.

Apesar das obras em andamento na farmácia, no primeiro andar, os problemas estruturais e de higiene seguem sem solução. O resultado é um ambiente insalubre, que expõe pacientes, muitos em estado grave, e profissionais da saúde a riscos evitáveis.

No Giselda Trigueiro, o abandono não está apenas nas paredes quebradas, como tantas vezes já denunciamos. Ele circula pelos corredores, voa pelas janelas abertas e corre pelo chão, enquanto a população segue cobrando providências urgentes e definitivas do governo Fátima Bezerra (PT) e da SESAP.