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27 de maio de 2019

Dia 30 de maio, trabalhadores voltam às ruas em defesa da Educação




Ato em Natal acontecerá às 15h em frente ao Midway

Ao levar milhões de manifestantesàs ruas do Brasil, o dia 15 de maio entrou para a história como o “tsunami” em defesa da Educação e a luta não vai parar por aí. Nesta quinta-feira (15) estudantes, professores e trabalhadores da Educação estão convocando um novo dia de protestos.

Será mais um dia de luta para repudiar os cortes que o governo Bolsonaro está impondo no Orçamento da Educação, da básica à universitária, e vários outros ataques que atentam contra a liberdade de expressão e qualidade do ensino no país.

Intervenção nas universidades

Só a luta, de fato, poderá dar um basta aos desmandos desse governo de ultradireita. Não bastasse ter reagido às manifestações que levaram milhões de pessoas às ruas no dia 15 com xingamentos e desprezo pela democracia, Bolsonaro seguiu com ataques às universidades.

Em resposta aos atos, o governo editou o decreto 9.794/2019, que estabelece que a Secretaria de Governo, sob o comando do general Santos Cruz, irá investigar a vida pregressa de candidatos à reitorias e diretorias de universidades federais, com o auxílio da Abin (Agência Brasileira de Inteligência).

O decreto retira ainda dos reitores a autonomia para designar vice-reitores, pró-reitores e outros cargos de gestão e as indicações também deverão ser aprovadas pelo ministro chefe da Secretaria de Governo, general Santos Cruz.

A atual legislação já proíbe que pessoas que tenham cometido crimes contra o Estado de assumir cargos como reitorias. Portanto, o novo decreto visa é intervir na autonomia das universidades públicas e impor uma perseguição ideológica. Questões como filiações partidárias, participação em sindicatos ou até o tema da tese defendida poderão ser elementos para que “um general ou presidente da República digam se alguém pode ou não se candidatar a tal cargo”.

Cortes vão afetar até hospitais

Diante da revolta contra os cortes na Educação, Bolsonaro mente e tenta enganar a população dizendo que não se trata de “cortes”, mas “contingenciamentos” temporários. Mentira.

O corte de 30% nos recursos da Educação atinge toda a rede de educação, da Educação Básica às Universidades. Mas não é somente nas salas de aula que esse corte trará efeitos. O atendimento em hospitais universitários será praticamente inviabilizado com a medida tomada pelo governo Bolsonaro.

Segundo levantamento feito pela Andifes (Associação Nacional dos Dirigentes das Instituições Federais de Ensino Superior), cerca de R$ 40 milhões de recursos para obras de três hospitais, em Natal (RN), Palmas (TO) e Dourados (MS), foram bloqueados, o que irá impedir o atendimento a 2,7 milhões de pessoas.

Rumo à Greve Geral dia 14 de junho

As mobilizações em defesa da Educação preparam o caminho para a Greve Geral contra a Reforma da Previdência convocada pelas centrais sindicais.

No dia 14 de junho, vamos parar o Brasil e enterrar de vez o projeto da reforma que acaba com as aposentadorias dos brasileiros, bem como dar um basta aos ataques do governo de ultradireita de Bolsonaro.

 

 

Autor: Comunicação Sindsaúde e CSP Conlutas

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