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08 de janeiro de 2019

Atraso de salários gera impacto na vida dos servidores e aposentados da saúde




Servidores ficam sem dinheiro para se alimentar, pagar as despesas mensais, e até mesmo para ir ao trabalho

O atraso no pagamento dos salários dos servidores públicos do Rio Grande do Norte vem gerando impactos desastrosos nas condições de vida dos trabalhadores. A cada dia que passa a situação se agrava, e a esperança de receber os vencimentos atrasados vai ficando cada vez mais distante.

Desta vez, não é apenas o décimo terceiro salário de 2017 que continua atrasado, o débito cresceu, e foi somado ao atraso no pagamento do mês de novembro (para os servidores que ganham acima de 5 mil), dezembro, e também o 13° de 2018.  Esse é o Caso da servidora Cristiane Viana, que trabalha no Hemonorte, ela relata os problemas que vem enfrentando com o atraso dos salários, "A situação está muito crítica, não só pra mim, mas para outros servidores. Ontem mesmo a minha colega me ligou chorando dizendo que não tem dinheiro para ir trabalhar e nem pra comprar comida em casa. Graças a Deus eu tenho comida, mas, por exemplo, minha filha começa a estudar dia 04 e eu ainda não fiz a matrícula dela. A minha luz está prestes a ser cortada", lamenta a servidora.

Não bastando, a Governadora Fátima Bezerra (PT), anunciou ontem em reunião com o Fórum Estadual dos Servidores que vai parcelar o pagamento dos meses de janeiro e fevereiro. A servidora do Hospital Regional de Mossoró, Rita Augusta, comenta sobre o que achou dessa atitude do Governo, “Se a governadora tivesse misericórdia do funcionário público teria depositado pelo menos o mês de dezembro na conta do servidor. Conta de água, luz e todas as despesas da família..Como pagar? Se não tem dinheiro”, afirma Rita Augusta, que precisa se deslocar diariamente entre dois municípios para poder cumprir sua escala de trabalho.

No caso dos aposentados e pensionistas, que ganham acima de 5 mil reais, a situação se torna  ainda mais agravante. Gastos comuns aos aposentados como é o caso dos medicamentos e das consultas, estão sendo deixados de lado, por ser essa a única alternativa possível.

Mesmo quando se trata das pessoas que dependem diretamente do uso de remédios para viver, como é o caso da servidora aposentada fulana de tal, que tem diabetes, fibromialgia e Chikungunya, não existe escolha, quando não se tem dinheiro para pagar os gastos com os tratamentos “eu estou passando aperreio, se não fosse minhas irmãs me dando um prato de comida, eu não estaria comendo. Estou com várias receitas aqui para poder comprar remédios de circulação, minhas veias estão estouradas, mas não sei o que faço da minha vida, trabalhei 41 anos na saúde para fazerem uma miséria dessas com a gente”.  

 

Autor: Comunicação Sindsaúde

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