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11 de dezembro de 2018

Sindsaúde suspende protesto desta quarta (12) contra o fechamento do PS Obstétrico do Santa Catarina




Em reunião nesta terça (11), Sesap declarou que vai garantir escalas de plantão

O Sindsaúde suspende o ato público convocado para esta quarta-feira (12), às 9h, em frente ao Hospital José Pedro Bezerra, mais conhecido como Hospital Santa Catarina. O protesto seria contra o fechamento do Pronto Socorro Obstétrico da unidade, previsto para o mesmo dia.

Após reunião realizada na manhã desta terça-feira (11), com o secretário da Saúde, Sidney Domingos e representantes da Cooperativa Médica do RN (Coopmed), Coordenação de Hospitais (COHUR), Rede Cegonha, Conselho Estadual de Saúde (CES), Assessoria Jurídica (ASSEJUR) e diretores dos hospitais Santa Catarina e Walfredo Gurgel, a Sesap declarou em nota, que garantirá as escalas de plantão no Pronto Socorro Obstétrico do Hospital Santa Catarina. A medida será realizada por meio da Cooperativa Médica do RN (Coopmed) que já presta serviço ao hospital através de um contrato vigente.

O comunicado encaminhado na segunda (10) informava que por falta de pediatras na escala, o Pronto Socorro só retornaria seu funcionamento no dia 1 de dezembro de 2019.

“Ao saber dessa informação tratamos logo de convocar um ato público no mesmo dia do fechamento para pressionar a Sesap e o Estado. É inadmissível que o hospital que tem o maior número de partos realizados no RN feche as portas do Pronto Socorro Obstétrico”, disse Manoel Egídio, Coordenador geral do Sindsaúde-RN.

Para Simone Dutra, vice-coordenadora do Sindsaúde-RN e enfermeira do Hospital Santa Catarina, é preciso que o estado rompa com as cooperativas e garanta concurso público e valorização dos médicos e de todas as categorias que constrói o SUS. “A cooperativa médica irá resolver a situação como medida paliativa, mas sabemos que mais para frente a falta de médicos afetará os hospitais. Vivemos em uma crise cíclica, essa mesma crise foi a que fechou o Pronto Socorro do Hospital Maria Alice Fernandes. O governo está terceirizando a saúde pública por intermédio das cooperativas, e nós não concordamos. Defendemos uma saúde pública, de qualidade e 100% estatal”, disse Simone.

 

Autor: Comunicação Sindsaúde

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