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28 de maio de 2018

Sindsaúde-RN discute condições de trabalho no Hospital Giselda Trigueiro




Atividades ocorreram na manhã desta segunda-feira (28)

O Sindsaúde-RN participou de atividades na manhã desta segunda-feira (28), no Hospital Giselda Trigueiro, e discutiu as condições de trabalho na principal unidade pública de tratamento de doenças infecto-contagiosas e toxicológicas do RN.

Ar-condicionado

Há 9 dias o sistema de ar-condicionado da UTI do Hospital Giselda Trigueiro vem enfrentando constantes problemas. A empresa responsável pela manutenção consertou os equipamentos na última sexta-feira (25) mas os problemas voltaram a aparecer 2 dias depois. Quadro que vem se repetindo nas últimas semanas.

Desde então, o forte calor vem agravando o estado de saúde e atrapalhando na recuperação dos pacientes. Quem também sofre com a situação são os profissionais que não encontram ambiente favorável para desenvolverem suas atividades.

Diante do cenário, o Sindsaúde-RN se reuniu com a direção do HGT para encontrar soluções para o problema. O atual Diretor Geral da unidade, Antônio Araújo, informou que notificou a empresa e iniciou uma nova licitação para recuperar o sistema de ar-condicionado da UTI. Antônio Araújo colocou ainda que está buscando alternativas enquanto aguarda o trâmite jurídico. Estas alternativas incluem a compra de novos ares-condicionados – mesmo que a direção do hospital responda administrativamente pelo processo – e transferência dos pacientes.

Dosímetro

A manhã, no HGT, também foi marcada por uma assembleia que reuniu técnicos em radiologia e auxiliares administrativos do setor para discutir as condições de trabalho. Os profissionais decidiram paralisar as atividades por tempo indeterminado a partir da próxima sexta-feira (1).

Desde abril, os técnicos e auxiliares estão trabalhando sem o dosímetro, equipamento de proteção essencial para a atividade na sala Dr. Carlos Estevam Mosca, onde funciona o setor de Radiologia do hospital.

O dosímetro individual é um dispositivo que coleta os índices de exposição à radiação durante um mês de trabalho, na unidade. Após o período, o dosímetro é enviado para um laboratório, que examina os dados e apresenta um relatório. Com o documento em mãos, os profissionais do setor podem analisar os níveis de radiação a qual foram expostos e verificar se existe algum risco à saúde.

Isso significa dizer que sem o dosímetro, técnicos e auxiliares administrativos, estão trabalhando no escuro, correndo sérios riscos de contaminação.

Segundo os trabalhadores do setor, o problema é recorrente. Em 2017 foram 6 meses sem o dosímetro.

Motivados por essa situação, a categoria decidiu cruzar os braços a partir desta sexta-feira (1).

 

Confira outras fotos do encontro:

 

Autor: Comunicação Sindsaúde

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