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04 de maio de 2018

Falta vacina nas unidades e Secretaria de saúde de Natal diz que "não há motivo para pânico"




Campanha Nacional de Vacinação contra a gripe completa 10 dias, mas vacina está em falta na maioria das unidades de saúde de Natal

A Campanha Nacional de Vacinação contra a gripe mal começou e as vacinas já se esgotaram na maioria das unidades de saúde de Natal. Iniciada no dia 23 de abril, a campanha até o momento é destinada ao grupo prioritário como idosos, crianças de 6 meses a 5 anos, gestantes, pacientes com doenças crônicas, indígenas, população carcerária e funcionários do sistema prisional, jovens que cumprem medidas socioeducativas, professores e profissionais da saúde. No entanto, a população desse grupo de risco está se dirigindo às unidades e voltando para suas casas sem tomar a dose da vacina.

Questionada sobre a falta de vacinas nas unidades, a Secretaria Municipal de Saúde soltou uma nota nesta quinta-feira (03), declarando que está ciente sobre o esgotamento, no entanto, “não há motivo para pânico”. O argumento utilizado pela secretaria é de que as doses chegam em lotes e que o recebimento dos mesmos estão chegando dentro da suas expectativas. Em uma matéria publicada na Tribuna do Norte, a SMS afirmou que “as pessoas estão correndo para as unidades de saúde logo na primeira semana”.

Porém, é importante enfatizar que devido ao aumento de números de casos de gripe e com a suspeita de três mortes por Síndrome Respiratória Aguda Grave (SRAG) e um por outros vírus respiratórios, a população está assustada. A campanha de vacinação que completou 10 dias nesta quinta (03) tem menos de um mês para vacinar 212 mil pessoas que fazem parte do público-alvo da campanha.

Para Célia Dantas, diretora do Sindsaúde-RN, a população está assustada, mas não é para menos. “É a população mais carente que necessita desses serviços e que na maioria das vezes lhe é negado. A saúde pública se encontra em um verdadeiro caos porque os governos não dão prioridade. Pois, além de faltar vacina nas unidades, ainda enfrentamos a falta de condições de trabalho. Em diversas unidades está faltando até papel toalha e máscaras, como é o caso da USF Igapó, a USB de Pajuçara e a UMFC, ou sofrem com a falta de material para curativos”, disse Célia.

 

Autor: Comunicação Sindsaúde

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