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09 de novembro de 2017

Servidora denuncia prática de assédio moral na UPA de Cidade Satélite




Profissional relata que sofreu constrangimento e perseguição por questionar tarefas impostas pela direção da unidade

No dia 31 de outubro, o Sindsaúde-RN recebeu uma denúncia de assédio moral ocorrido dentro da Unidade de Pronto Atendimento Dr. Leônidas Ferreira (UPA Sul), a queixa foi registrada por uma profissional da unidade.

São relatos de autoritarismo e perseguição psicológica por parte da direção da unidade. Conduta que vem causando constrangimento não só para a servidora que denunciou o caso, mas também para outros servidores. Ainda de acordo com a profissional, o comportamento abusivo por parte da direção não é algo isolado. O estopim ocorreu no dia 27 de outubro, durante o plantão, quando ela recebeu ordens para prestar uma função que fugia de sua atribuição.

“Chegaram batendo na porta da minha sala de forma agressiva, a primeira reação que eu tive foi de gravar a conversa, foi aí que baixaram o tom. Se precisar de algum auxílio para essa atividade, o setor responsável deve ser solicitado. Não é uma questão da minha competência. E ainda me pediu para não me meter nas normas da instituição”, declarou a servidora.

A profissional também relatou que sofreu represália por autorizar a entrada de um paciente com acompanhante.


Assédio moral é crime! Não se cale, denuncie!

Desempenhar uma boa atividade está diretamente relacionado a um bom ambiente de trabalho. Por isso é bom ficar atento a algumas condutas que podem prejudicar o exercício da profissão.

O assédio moral é uma prática abusiva recorrente, que fere a dignidade do trabalhador e evidencia danos psicológicos e físicos.

É possível que as vítimas sequer saibam que sofrem assédio moral, devido à sua naturalização, uma vez que os trabalhadores tendem a achar normal uma conduta autoritária do gestor, diretor ou outro cargo superior.  Exigir metas inalcançáveis, desqualificar, impor tarefas que não são de suas atribuições e negar folgas são exemplos de assédio moral.

A falta de informação e o medo de sofrer represálias e perseguição dificultam a denúncia e silenciam o fato, mas é importante que os(as) servidores(as) não se calem diante da situação. Onde existe desconforto, constrangimento, piadas de mau gosto, chacotas, humilhações, atitudes abusivas de profissionais hierarquicamente superiores e/ou machismo, existe assédio moral.

O Sindsaúde-RN repudia a ação dos assediadores e está agindo no suporte e na tentativa de conscientizar os trabalhadores e trabalhadoras para evitar mais práticas como essa. Qualquer servidor(a) que se sentir assediado deve procurar o Sindsaúde-RN ou agendar uma conversa com a assessoria jurídica do sindicato. 

 

Autor: Comunicação Sindsaúde

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